sexta-feira, 30 de maio de 2008

Um Beijo Roubado


Vejam Um Beijo Roubado! Ninguém daria nada por um título desses, mesmo no original My Blueberry Nights, é fraco, mas é um grande filme, dirigido por Wong Kar-Wai, o mesmo de 2046. O elenco tem Jude Law, Norah Jones, entre outros. Esses dois últimos tem boas atuações, o filme é uma pérola! Existe uma variação imensa de temas, desde o tradicional On the road americano, passando por três amores e desamores, confiança, amizade, solidão... a gama é imensa!

Não falarei do enredo, isso se acha por ai... mas o modo como o chinês conduz o filme, de forma natural e com uma fotografia muito bela, alternando ritmos e com personagens bem formados, torna o filme muito bom! Não é um dos melhores do ano, mas mesmo assim merece ser visto por quem gosta de romances não tão bobos, pelos amantes de cinema, pelas admiradoras de Jude Law, que são muitas, e por quem gosta de um filme, não tão difícil de digerir, mas que não entrega tudo pronto! Sem contar a ótima trilha sonora que encaixa em todos os momentos do filme, com Jazz, Soul e muita classe!

Recomendo!

sexta-feira, 23 de maio de 2008

Camilla

Se Clarah Averbuck é Camilla López... eu sou Bandini, mas ela não é minha Camilla.

O livro dela é esse aqui e pode ser baixado de graça. Nem me importo que ela queira imitar o velho safado!

sábado, 10 de maio de 2008

Cérebro eletrônico


Sabe, não sou crítico de música... nem sei ouvir música direito. Não acho que o LP seja mais fiel que o MP3, aliás, para mim, esse formato é muito bom, mas quem sou eu? Apenas um muleque metido a entendido, curioso e ... só! No máximo, tento arranhar o violão e a guitarra, nada além disso. Mas, puta que pariu, fui ver o show do Cérebro Eletrônico e, meu Deus, foi sensacional!

A crítica os rotula como MPB moderna, eu não os coloco como coisa alguma... não sei ao certo, as músicas passam por marchinhas, baladas e rocks furiosos, ou seja, identificá-los do modo como são, é reduzir a quantidade de possibilidades, eles são mesmo é não-identificáveis e fazem um dos shows mais animados, performáticos e cheio de objetos não-identificáveis, como buzinas, serpentinas, biribas e muito mais.

O show de terça da estréia do CD (entre outros mil formatos) Pareço Moderno, lançado pela Phonobase, foi muito bom, como disse no parágrafo acima. Com direitos a muitos convidados, como Thunderbird, integrantes das bandas Banzé e Numismata, além de outros convidados que fizeram ótima participação! O show foi basicamente o novo cd e uma música do próximo, com direito a 5 bises (assim?) e uma platéia, que apesar de não lotar a Chopperia do Sesc Pompéia, era muito animada e agitou o show! Aliás, alguns ali eram pessoas importantes da cena cultural de São Paulo, desde cantores, fotógrafos, jornalistas entre outros.


Talvez, a banda não faça sucesso, mas é uma dessas que quem conhece, valoriza! E mais, como já disse e reafirmo, o show vale a pena, com versões melhores que no cd e no mp3.

A banda competente, o carisma de seus integrantes, as ótimas letras, com direito a citações de Roberto Carlos e Sérgio Sampaio, os sons tirados de lugares estranhos, que apesar disso, ainda faz um som acessível a todos os públicos, os fazem serem tão legais e que vale a pena ouvir.

As músicas podem ser ouvidas aqui.

quinta-feira, 8 de maio de 2008

Post de Quinta - sociedade...


Pois é, hoje é o nosso dia favorito! Quinta-feira! Que delícia, o começo do final de semana e aquela aula deliciosa às tardes! Iupii!!

E, bom, estou com problemas de inspiração, escrevi o de hoje, mas não é a melhor coisa do mundo, acho que a inspiração acabou em abril...!

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Ela veste um tailler... ele veste uma regata;
Ela bebe café de merda de bicho... ele bebe pinga pura de garrafinha de plástico;
Ela fuma um gauloises... ele fuma um eight de camelô;
Ela come foie gras... ele come dobradinha;
Ela ouve erudita... ele ouve sertanejo no radinho de pilha;
Ela carrega as sacolas de compras... ele carrega a areia da construção;
Ela tem motorista... ele é motorista;
Ela lê Dostô... ele não sabe lê (sic);
Ela compra na Oscar... ele nem compra;
Ela paga R$8,00 no pãozinho... ele paga 2,50;
Ela mora li... ele a uma quadra de distância.

Essa é a nossa sociedade... a diferença de uma quadra faz a diferença. Aqui na cidade que amo temos muito disso:
desde a elite intelectual na usp e a são remo atrás; a sede do governo do estado no Morumbi e Paraisópolis ali do lado; nossa querida Daslu e a favela Funchal uma do lado da outra... sabe, podem me chamar de idealista, socialista, o que for, mas isso é no mínimo um absurdo. Essas diferenças gigantescas entristecem, não ficar impressionado ao andar por ali e ver essa mudança de ambiente tão rapidamente é horrível!

ps. Ia citar Lennon e Imagine, mas ia ser mais piegas que já és!
haahaahah

terça-feira, 6 de maio de 2008

Aos 13 [criatividade é tudo]

Sabe... hoje é um daqueles dias que bate a melancolia, e pior, nem posso colocar a culpa no céu fechado, porque, apesar do frio, tá um puta sol forte e um lindo céu azul. Então... lembrei de umas coisas legais, nuns tempos passados... (sim, quando ponho muitos "..." deve ser porque eu esteja melancólico hehe).

Pois, então, eu tava lembrando da minha 7ª série. Não costumo falar desse passado longinquo para ninguém... Nem para o pessoal que eu estudei no colegial, nem eles devem ter eu ouvido falar muita coisa dessa época. Voltando...

Lembrei de amigos, amores, professores e tudo mais; lembrei de músicas, programas e filmes; lembrei de abraços, beijos e sóis na cara; lembrei de matemática, história e redação; lembrei do alto dos meus atuais 18 anos, como eu era mais fechado, como eu era diferente do que sou hoje com os 13; lembrei que cometi erros homéricos e estúpidos, esquecendo certas pessoas; lembrei de momentos especiais e engraçados.

Mal aee, post-estranho-melancólico-nostálgico-velho-bobo-piegas... mas que de vez em quando queria voltar pra corrigir certas coisas, juro que queria, principalmente, em relação aos amigos... que viram colegas, que depois esquecemos.

Ignorem o post, é só uma fase!

ps. e por que nostaliga e melancolia andam juntas de mão dadas?
pps. minha trilha sonora é o 1º do CPM22, mas isso é segredo. Qual a de vocês? Mas só é CPM, porque era o que eu ouvia na época.
ppps. a dos meus 15 anos é punk-rock

segunda-feira, 28 de abril de 2008

Virada Cultural!

Calma, eu sei que meu timing ta atrasado, já falaram de tudo sobre a Virada, já saiu em todos os blogs, jornais e tudo mais, mas... vou falar mesmo assim!

E São Paulo saiu de casa! Segundo estatísticas oficiais, 4 milhões de pessoas passaram pela Virada Cultural para assistir as mais de 800 atrações que se apresentaram esse ano. E quase não teve problemas, segundo a polícia, os únicos casos foram de bebedeira, mas não houve uma treta sequer! E não estava só uma “tribo” – como odeio essa expressão – tinha de tudo por lá, desde punks, indies, emos, metaleiros, góticos, rappers, velha guarda, famílias inteiras, e muito mais! E nada de grave aconteceu! O único problema foi a falta de banheiros, que transformou o centro em uma grande privada, mas tirando isso...

Então, vamos contar a saga! O Blogueiro (cof.cof) chegou às 20 horas, lá no palco do Páteo do Colégio, o palco dos independentes, assistiu parte do show da banda Luísa Mandou um Beijo, com um bom instrumental, mas o vocal não é lá essa coisa toda... às 20 horas e 30 minutos, começou com Vanguart, lá de MS, que todo mundo conhece, com um show mais curto que o normal, por estar no palco com um intervalo de 45 minutos de uma banda para outra. Tocou as músicas do primeiro álbum para uma boa platéia com todos cantando Semáforo ao final da apresentação, um dos grandes momentos da noite, apesar do som não estar dos melhores.

Após a banda cuiabana encontrei amigos e fui para uma das “pistas” lá na XV de novembro, que estava tocando algum Dj, que desconheço. Provavelmente, um dos lugares mais cheios de todo o centro, dançamos um pouco e em seguida fomos ao Mercadão Municipal comer e ver uma moda caipira, que só começava de madrugada e eram apenas 21:30... então só comemos. E subimos, para ver Los Porongas, às 23 horas, que fez uma boa apresentação! Com ótimos instrumentistas. Merece uma ouvida melhor!

Após o show da banda Acreana, fomos tentar ver Zé Ramalho no palco principal, às 0 horas, lá na São João com a R. Aurora... impossível, a partir do cruzamento mais famoso da cidade São João X Ipiranga era dificílimo transitar... fomos para a Pça. Do Patriarca, por lá tinha uma espécie de caminhão tocando desde Mamonas Assassinas até black music... então passamos na frente da Faculdade de Direito, que estava com uma bela decoração e tocando psytrance, outro local bem cheio... andamos algumas quadras e fomos parar na Quintino Bocaiúva, local que tinha Djs de casas paulistanas e muitos casais homossexuais, mas tudo rolando na maior paz. Com héteros, homos e todos mais se respeitando.

Após balançar o esqueleto (há-há), fomos descansar lá pelos lados do Páteo, de novo, vimos então os fantásticos Retrofoguetes, 2h20, com um ótimo surf music, sendo que o som estava bem melhor que anteriormente... fazendo a galera toda dançar com mr. Dick Dale. Em seguida me separei de parte de meus amigos.

Fui então ver uma das maiores bandas da história do Brasil, os Mutantes, às 3 horas E foi meio decepcionante... não que tenha sido ruim, longe disso, mas o show lá no aniversário de São Paulo foi bem melhor. E a nova vocalista é ruim, a banda serve como apoio para Sérgio Dias, mas não deixou de animar as pessoas com seus hits. Outro ponto alto da noite, foi Balada do Louco, com todo mundo cantando alto, um grande momento!

Após a mezzo decepção tive outra. Os Gladiators não iriam se apresentar, não houve nenhuma explicação melhor, mas deve ter sido problema de grana... Então fui ao Municipal ver Pepeu Gomes, às 6, mas ficou só na tentativa, a fila estava imensa. Ficamos vendo cenas muito engraçadas, ver o sol nascer e tudo mais. Após um período por lá, voltamos a Quintino Bocaiúva, tomamos um saudável café-da-manhã: X-Burguer! E fomos pra pista ali do lado dançar o Motorhead que estava tocando!

Fomos ver Teatro Mágico, às 9 horas, após a sessão rock’n’roll da manhã! Um show muito cheio e, como de todos os outros, mais curto que o normal, mas com muitos fãs de nariz de palhaço e rostos pintados. Nada demais no show, normal. Após a sessão de Anitelli e sua trupe, fomos ver a sensação indie do momento, Mallu Magalhães, que tocou apenas uma composição própria, pois o show era do Overcoming Folk Trio, junto com Hélio Flanders, do Vanguart e Zé Mazzei, do Forgotten Boys. O show que começou às 11:30 foi baseado em clássicos do folk, tocando Dylan, Hank Willians, Cash, The Animals e Beatles, além de composições próprias. O som não estava dos melhores, mas conseguiu levantar a platéia. Essa hora o cansaço começava a bater, as pernas doíam...

Mas não importava, tinhamos mais algumas horas! Então, no embalo, fomos ver os gaúchos do Cachorro Grande, ao meio dia, um dos melhores shows da Virada, quiçá da minha vida! Com ótimas baladas e rocks influenciados pela British Invasion e pelos mods, o ótimo show foi fechado com My Generation, da inglesa The Who. Na banda gaúcha parecia que tinha baixado o espírito dos ingleses. Com direito do vocalista, Beto Bruno, mostrando suas brancas nádegas!

Cansados e com fome pós-Cachorro, comemos um saudável tempurá de uns chineses por lá. Descansamos um pouco e fomos, lá no palco da São João, às 15 horas, ver a tão falada Orquestra Imperial, segundo Marcelo Costa, o maior cabide de empregos da música brasileira. Um show muito animado, com ótimas músicas. Deixando a platéia meio Lapa – Los Hermanos bem agitada, claro todos com um ótimo samba no pé! Após o neo-samba (sic), fomos ver os gaúchos do Superguidis, às 16:30, fazer um show com pouca gente e um som ruim, mas que animou os presentes. E ao fim da saga, vimos Fernanda Takai, que atrasou um pouco das 17 horas. Tocou seu último cd, baseado em músicas que Nara Leão tocava. A banda muito competente teve grandes momentos, como no clássico de Roberto e Erasmo, Debaixo dos caracóis de seus cabelos, a vocalista do Pato Fu, fechou com Barquinho, em uma versão em Japonês.

Desculpe o longo post, mas... a Virada é sensacional! Que venha 2009, me tragam um tênis novo, cerveja e mais ótimas atrações!

Top 10 – Virada (Sem ordem nenhuma)

4th time around/Norwegian wood – Overcoming Folk Trio
Sexperienced – Cachorro Grande
It’s all over now, Baby blue – Ovecoming Folk Trio
My Generation – Cachorro Grande
Debaixo dos Caracóis dos seus cabelos – Fernanda Takai
Balada do Louco – Mutantes
Ace of Spades – dj do CB Bar
Ereção – Orquestra Imperial
Miserlou – Retrofoguetes
Semáforo - Vanguart

terça-feira, 22 de abril de 2008

508


508 anos de “descobrimento” Brasil!

Ia escrever um tratado antropológico sobre caipirinha, cerveja, mulher, cachaça, futebol e samba, mas descobri que esse não é meu forte!

Ia escrever sobre Machado, Tarsila, Villa-Lobos e Pelé, mas descobri que nem sobre os gênios eu consigo!

Ia escrever sobre homem do saco, Saci-Pererê, Bumba meu boi e Mula sem-cabeça, mas para isso eu deixo o Câmara falar!

Ia escrever sobre João do Pulo, Garrincha, Oscar e Romário, mas só vi um deles ganhar!

Ia escrever sobre Jobim, Chico, Gonzaga e Carmem Miranda, mas lembrei que a música do Brasil era muito mais!

Ia escrever sobre Paralamas, Legião, Titãs e Engenheiros, mas não suporto duas dessas bandas!

Ia escrever sobre funk carioca, forró rala-coxa, pagode de corno e sertanejo, mas nem sobre os populares eu tenho domínio!

Ia escrever sobre soja, café, cana e ouro, mas nem como historiador poderia falar sobre!

Ia escrever sobre as diversas culturas e povos que aqui vivem, mas não conheço o suficiente!

Ia escrever sobre a pluralidade da fauna e flora, mas biologia nunca foi meu forte!

Ia escrever sobre Porto de Galinhas, Fernando de Noronha, Ilha do mel e outras paisagens paradisíacas, mas lembrei que nunca fui a nenhuma dessas!

Ia escrever sobre Porto Alegre, Belém, Rio de Janeiro e Brasília, mas só conheço São Paulo e Atibaia!

Ia escrever sobre Norte, Sul, Leste e Oeste, mas não existe o Oeste (tá, existe, o Centro-oeste)!

Ia escrever sobre feijoada, pastel, brigadeiro e rabada, mas já se comeu tudo!

Ia escrever sobre Política, mas prefiro não falar disso em dias comemorativos!

Parabéns, meu Brasil! Que venham mais 508 anos! Um poquinho orgulhoso!

ps. mezzo inspirado nesse texto da Gabi!