segunda-feira, 7 de março de 2011
Cuyabá, a cidade do aconchego.
sexta-feira, 19 de novembro de 2010
sexta-feira, 13 de novembro de 2009
quarta-feira, 1 de julho de 2009
na caída do dossel
cama vazia
rola pro lado, há espaço demais, prefere o aperto e o aconchego da cama de solteiro cheia
ao monte de lençol para ele
prefere a disputa pelas cobertas nas noites gélidas
a ficar com todo o calor que não aquece
nesses momentos que não passam e existem
ele volta em tempos, tempos que não acabam
tenta se divertir nessa solidão forçada
com a distância de um oceano os separando, como uma barreira
lado oriental e ocidental bloqueados
por um muro que tem data pra cair
risca os dias no calendário pela manhã, confere se estão riscados pela tarde
e rerrisca quando o sol se vai
faz mais um traço ao cair no espaço do dossel
não é mais o mesmo
o tempo teima a não passar
minutos são horas, horas são dias
sua falta de sono o ataca fortemente, teima em tentar falar
não há quem o escute
o Atlântico o rasga como papel frágil
o aperto no peito
o suspiro longinquo
a cidade que não dorme, agora calada
a noite que teima em não vir
a saudade retorcendo seu corpo
apenas tem tempo para escrever sobre uma paixão
aqueles que não estão vivendo uma paixão
ou os que estão impedidos de vivê-la
e ele se revira mais uma vez na gigante e vazia cama
sempre contando o tempo que não vai.
terça-feira, 7 de abril de 2009
quarta-feira, 1 de abril de 2009
Cérebro Eletrônico, questionário e single inédito
Senhores, senhoras e senhoritas, novamente venho aqui em pró-da grande banda Cérebro Eletrônico, como todos sabem adoro a banda, tem uns 2 ou 3 posts falando dela por ar aqui... Me pediram um pequeno favor... vocês devem responder esse questionário aqui e no final da pesquisa, poderão baixar o single inédito: "Marcha de Núpcias do Carnaval" que estará no próximo álbum da banda, além de concorrerem a alguns prêmios como o sensacional box Cerebral (que vem com um cd em digipack, adesivos, fotos, livrinho sobre a composição das músicas) e alguns cds da banda.
Respondam e divulguem! Não custa nada com exceção de alguns minutinhos!
Valeu!
sexta-feira, 13 de março de 2009
19
alguns dias atrás fiz 19. tô velho pra caraleo. mas nada disso importa depois da melhor festa que já tive na vida. obrigado porcas, obrigado cérebro, obrigado amigos. todos que estavam lá em corpo e em espírito. demorou muito pra cair a ficha. li coisas como "noite antológica" por mr. h., li como uma das melhores festas já existidas por danislau também. obrigado mesmo! mesmo com minha amnésia alcóolica... os momentos que tenho como lembrança são fantásticos, nada menos que isso. o clima sensacional... não enumerarei quem estava lá por medo de esquecer alguém, mas agradecimentos sinceros, muito sinceros e emocionados pra vocês, meus amigos.
vai ser difícil bater essa festa. que venha os 20. com mais shows, mais álcool, mais helena, mais tabaco, mais amigos, mais música no camarim, mais fotos vergonhosas, mais dinheiro emprestado pra pagar, mais botas de meninas provocantes, mais sorrisos sinceros, mais companhias do caraleo, mais augusta, mais noites insanas e dias também, que venham mais abraços, parabéns. o presente? isso a gente deixa com a presença.
obrigado, mesmo!
quarta-feira, 4 de março de 2009
vício.
antes sofria e chorava
bebia e fumava
tudo por causa dela
doía? sim, como doía
agora, não ama mais
a vida não tem graça
plana e sem emoções
vive para sobrevida
procura em esquinas
em todo lugar olha
e não acha
aquele sentimento
esquece como era
mas deseja de novo e de novo
[e de novo e de novo... viciou.
sexta-feira, 23 de janeiro de 2009
sexta-feira, 9 de janeiro de 2009
segunda-feira, 22 de dezembro de 2008
Mi muerte
segunda-feira, 15 de dezembro de 2008
Minha vida anda tranqüila, sem problemas. Porém... quando isso acontece, sou incapaz de escrever. Preciso de um buraco no caminho, preciso duma pedra na cabeça, preciso sair desse marasmo, dessa mediocridade. Tudo isso apenas para conseguir escrever algo, não precisa nem ser bom, mas preciso escrever, já se passam 15 dias sem uma linha escrita, idéias nem passam pela minha mente.
Por favor, se quiserem manter esse blog calado mantenham essa situação, mantenham essa paz. Se quiserem o meu bem, me tirem desse mar sem ondas, desse céu sem nuvens, dessa vida sem quedas. Tirar-me desse lugar é simples, me xinguem, me traiam, briguem, me larguem, me esqueçam, me abandonem. Simples assim. Preciso disso, essa vida sem letras, frases, emoções não é para mim. Sou masoquista, me chicoteiem que assim praticarei minha terapia, liberarei meus fantasmas, meus medos, meus lados nefastos daqui de dentro. Escrevo muito mais do que terapia, porem não sei como explicar, então digo terapia mesmo.
Dêem-me a solidão de algumas horas, uma poça de lágrimas, borrões avermelhados, cicatrizes, euforia, incerteza, saudades, me dêem a duvida saudável! Pronto. Assim escreverei.
sexta-feira, 28 de novembro de 2008
I'm not happy when it rains.

Debaixo de um casebre simples a família celebra o primeiro “papai” dito pela menina de 11 meses. Seus pais riem do feito da pequena. A morada fica num morro protegido pela mata nativa, árvores verdejantes que estão cansadas de serem molhadas.
As lágrimas do santo continuam por horas seguidas, o céu está negro parece noite, não se sabe exatamente se já o é ou se ainda é dia, olham para o relógio, é hora de dormir. Deixam o nenê em seu berço quente, vão para a cama de casal.
Ela chora assustada pelo barulho de trovões.... os pais a levam para a segurança de seus braços. Conseguem-na acalma-la por certo tempo, não esperam o acontecimento que acontecerá em poucos... Boom! Ouvem ao fundo, o pai e marido protege sua família, num instinto rápido, animal! Segundos depois acontece o pior as árvores-muro caem. Lama invade toda a parte, leva pertences. A cama jaz em pedaços, ele solta a mão da mãe do rebento para proteger a indefesa criança... instantes depois é o fruto do amor que se vai. Ele é resgatado, preferia que resgatassem as duas e o deixassem, já não há tempo. O pai outrora orgulhoso perde tudo num espaço de segundos, no máximo um minuto.
Levam-no a uma igreja-abrigo. Está desolado, a tristeza, a desesperança, o medo e poucos momentos lúcidos se alternam. Não consegue chorar, não acredita, tenta, mas é impossível. Não dorme, lembra dos 11 meses mais felizes de sua vida e do momento em que o Sol brilhou forte e rapidamente... “Papai!”, “Papai”, “Papai”, ... a palavra, a lembrança, o momento, o sorriso, a voz... não sai de sua cabeça. Papai...
ps. Inspirado na reportagem ‘“Em menos de 1 minuto, eu perdi as duas’, diz o pai” – O Estado de S. Paulo, Terça-feira, 25 de novembro de 2008, p. C6 (Cidades/Metrópole).
quarta-feira, 19 de novembro de 2008
Anseios, vontade, desejos, repulsa II
Ta um calor dos infernos, estou descabelada e suada, será esse o problema? Ele acende seu cigarro intragável, por que eles sempre têm que fumar depois? Acho que é seu único problema... um péssimo hábito, eu falo, mas não me ouve, é teimoso. Ele está tão distante! Pouco tempo atrás estávamos como apenas um, agora ele viaja pelo seu mundo paralelo e alheio; não paro de pensar no belo homem que és!
Sim, sei que sou um tanto insegura, mas oras, como não ser? Meus cabelos são feios, sou gorda, já fiz dieta da lua, da sopa, a base de água, comprei a revista “Em Forma” e não deu resultado! O problema é comigo mesmo. É isso, por isso ele está distante, continuo fazendo carinho, sem resultados, porém.
De repente, uma reação inesperada! O filho-da-puta me chama de gorda, certeza que ele está com outra, que absurdo! Eu não sou gorda! Não sou! O expulso da minha cama, do meu quarto, da minha casa, da minha vida... AAAAAAAAAAAH! Eu tô gorda! Ele disse, pior ele teve a indolência de dar um lindo, quero dizer um horroroso sorriso, e disse que me ligaria... ai... vou tira-lo da minha vida! Eu te odeio!
Passo o resto da madrugada acordada, acordo minha amiga e me afundo em lágrimas raivosas, xingo o idiota e como um pote de sorvete! ... ele vai ver só! Um dia vai rastejar por mim, desgraçado!
ps. Esse texto é machista! É sexista! E é paródico! Especial para Érika! Que venham as pedras que meu telhado não é de vidro
sexta-feira, 7 de novembro de 2008
anseios, vontades, desejos, repulsa
Desejo algo, ela também o faz, mas não há concordância nas vontades: eu quero fugir, ela quer ficar; eu quero o êxtase e o descanso, ela quer o êxtase e atenção; eu quero apenas fumar, ela quer só falar; eu não desejo ouvir, ela também não. De forma lacônica a noite termina... digo belas gordas palavras e viro para o lado. Ofendida, se veste e me expulsa de seu abafado quarto. Agradeço com um sorriso, digo cinicamente que ligarei. Ando pela fresca madrugada, agora com meu anseio de paz realizado... não sinto remorso algum em descarta-la como comida vencida.
Chego em casa e, finalmente, durmo sob o ar condicionado, pensando em braços, não os da moçoila de minutos atrás, mas noutra, aliás A outra.
segunda-feira, 27 de outubro de 2008
EP - Pareço Virtual
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quinta-feira, 9 de outubro de 2008
a desordem da ordem.

tudo está fora do lugar ou talvez esteja no lugar que sempre deveria estar. há controvérsias: invadiram sua casa, "arrumaram" as coisas como se fosse o lar dos invasores. aquela perfeita ordem artificial, aquela sensação de invasão íntima. simplesmente ali não é o que era, enquanto não desarrumar tudo, será apenas um novo espaço, não sabe quanto tempo demorará. na verdade, nem tem certeza se não levaram nada, afinal... ele sabia onde estavam as coisas na desordem anterior, espera descobrir logo onde está o velho quadro verde psicodélico, o maldito escalímetro quebrado que era da vovó, os quadrinhos do watchmen, a camisa listrada do verdão de 93, os cds pirateados do velvet underground, do jesus & mary chain e do vanguart, além claro de toda sua coleção de livros beat. maldição! não os acha e sente um profundo vazio, parte de sua vida não está como devia estar. procura em cada pilha que vê. espera que não demore muito, afinal a morte já está batendo à porta com sua foice.
ps. por favor, se ainda existirem erros... avisem, foram 9 editadas em 15 minutos. ando meio desconcentrado.
terça-feira, 7 de outubro de 2008
adeus, meu porto seguro...

meu navio está totalmente à deriva no grande oceano, abandonei a pouco meu porto seguro, talvez alguém o invada ou o destrua, mas é necessária a partida. mudanças são fundamentais. nesses dois anos e pouco, fizemos pequenas viagens até ilhas e portos próximos, mas nada excepcional. não sei quando voltarei para ai, tampouco sei se sobreviverei ao vasto mundo, mas para isso que vivemos, grandes aventuras piratas. meus marujos estão loucos de ansiedade. parto sem data para volta. sobrevivo com a intenção de viver. pilho para não ser pilhado. e que venha à próxima nova grande aventura. adeus meu porto seguro. talvez seja um até breve, mas o futuro não me pertence, então que seja...
segunda-feira, 15 de setembro de 2008
Domingo
sábado, 23 de agosto de 2008
O chuvisco fino e gelado toca minha pele causando uma deliciosa sensação entre o corpo quente e a água fria. No som Lou Reed declama uma canção tristonha e melancólica. Ponho o braço pela janela com um cigarro aceso na mão... a ponta em chama destaca a escuridão... bato e as cinzas voam calmamente no ritmo do vento com rotações mágicas. E eu cá estou, madrugada adentro, acordado como sempre.
Sometimes I feel so happy
Sometimes I feel so sad
Sometimes I feel so happy
But mostly you just make me mad
Baby, you just make me mad
Linger on your pale blue eyes
Linger on your pale blue eyes
Thought of you as my mountain top
Thought of you as my peak
A thought of you as everything
I've had, but couldn't keep
I've had, but couldn't keep
Linger on your pale blue eyes
Linger on your pale blue eyes
Skip a life completely
Stuff it in a cup
They said, money is like us in time
It lies, but can't stand up
Down for you is up
Linger on your pale blue eyes
Linger on your pale blue eyes
It was good what we did yesterday
And I'd do it once again
The fact that you are married
Only proves you're my best friend
But it's truly, truly a sin
Linger on your pale blue eyes
Linger on your pale blue eyes
If I could make the world as pure
And strange as what I see
I'd put you in a mirror
I'd put in front of me
I'd put in front of me
Linger on your pale blue eyes
Linger on your pale blue eyes
Lou Reed continua a bela canção... traz a melancolia junto com o passar das horas e já são duas e trinta e seis da madrugada... Seus pálidos olhos azuis... minha loucura, minha madrugada, minhas sensações. Acendo mais um e continuo na janela olhando para o negro céu.
